That Girl: Apresento-vos a Kelly!

domingo, fevereiro 7

Apresento-vos a Kelly!



Esta é a minha pequena Kelly. Parece muito grande mas na verdade não é, ela é que estava toda esticada. A Kelly é a minha "afilhada". "Afilhada" porque, a minha mãe não pode ter animais em casa por motivos de saúde, então, decidimos que íamos apadrinhar um cão e foi isso que aconteceu. Eu apadrinhei a Kelly!
A Kelly é uma cadela que foi abandonada e a Associação onde a fui apadrinhar (podes ver aqui o Facebook da Associação) acolheu-a. Ninguém sabe muito bem a história da Kelly, nem da Kelly nem do restos dos cães que eles lá têm. E da história que eles sabem, é muito emocionante e faz-nos pensar como é que há pessoas que podem fazer coisas tão más aquele que é o nosso melhor amigo!
Quando entrei na Associação, vi quão más eram as condições. Não é que os cães estejam mal tratados, porque não estão, mas a Associação fica no meio do pinhal e com a chuva, o chão fica todo cheio de lama e quando há ventos fortes as árvores caem para cima das boxes dos cães. Quando entrei pelo portão, logo 2 cães vieram ter comigo. Ao início fiquei com um pouco de medo, afinal, eu era uma estranha que estava a entrar ali mas eles só queriam mimos. Quando olhei à minha volta e vi tantos cães indefesos ali, senti um aperto no coração. Custou-me tanto vê-los a todos ali e todos eles com um olhar tão triste. Muitos deles já são velhinhos e só querem os últimos mimos, só querem uma última família.
Há tantas histórias que nos fazem pensar no que lhes aconteceu... Um dos cães, o Alberto, vinha ter connosco e saltava para cima de nós. No início tive um pouco de receio pois ele era mesmo grande mas, entretanto, a senhora disse "Dá-lhe um abraço!", e fui o que fiz. Dei-lhe um abraço e quando o abracei até parecia que estava a abraçar uma pessoa. Quando o deixei, lambeu-me a cara como forma de agradecimento e foi embora. O que ele quer é abraços, tal como todos nós humanos queremos. Outro cão era o Mauzão. Este foi o que me fez pensar mais na sua história e o que lhe tinham feito para ele ficar com tal trauma. Ele não deixa dar mimos. Mal vê uma mão no ar, mesmo que seja para lhe dar mimos, atira-se à mão. Ele é que dá os mimos. Começa a andar por entre as pernas, com força e, quando se sente mimado, vai para as pernas de outra pessoa.
"Porque a Kelly?", perguntam vocês. A Kelly chamou-me à atenção porque, apesar de estar ali, parecia andar sempre a sorrir. Como dá para ver na foto, a Kelly está a mostrar os dentes e anda sempre assim. Quando ela veio ter comigo e me chamou à atenção, eu baixei-me e ela lambeu-me a cara e, não sei, parece que olhou para mim com um ar tão doce que eu decidi apadrinhar a Kelly. Não só fiquei eu feliz como ela também ficou.
O que é o apadrinhamento e como funciona? É muito fácil. Se não podes ter cães em casa, apadrinha um e ele é como se fosse teu. No meu caso, o apadrinhamento da Kelly, era de 60 euros por ano, mas eu sei que assim, ela é vacinada e anda sempre saudável. Quem diz vacinas, diz comida, por exemplo. Eu escolhi vacinas. Já nem digo adotar, mas se toda a gente apadrinhasse um cão naquela ou noutra associação, os cães seriam muito mais felizes. E o que são 60 euros por ano quando podes salvar mais uma vida e fazer um animal feliz e saudável?
Adota ou apadrinha, não compres! Salva uma vida! Vai ao canil ou a uma associação de animais e adota ou apadrinha um. O cão é o melhor amigo do Homem, é o mais fiel e aquele que nunca nos abandona quando mais precisamos, nós é o que os abandonamos. Não podes adotar nem apadrinhar, voluntaria-te! Faz o dia daqueles cães, valer a pena!


Faz como eu, apadrinha!
"Eles já nascem a saber amar de uma forma que
nós levamos uma vida a aprender!" 

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